Falar em fraternidade lusófona com os galegos, neste momento, é pouco realista. É, de alguma forma, descartarmo-nos de culpas seculares: ignorámos os galegos, desprezámos a sua língua e a sua cultura. Galego era termo pejorativo, sinónimo de bronco, de burro de carga. E, de facto, emigrados e saudosos da sua terra, eles eram nossos criados, nossos carregadores, armados de cordas e de força pelas esquinas de Lisboa. Depois serviram-nos nos restaurantes.
July 21st, 2009